Os videojogos são um dos passatempos mais populares em todo o mundo, atraindo cada vez mais adeptos de todas as idades. Oferecem-nos imensas horas de diversão que, eventualmente, poderíamos gastar noutras actividades.

Para celebrar a nossa paixão pelos videojogos e para ficarmos a conhecer um pouco mais deste meio de entretenimento, reunimos 10 dos acontecimentos mais influentes na indústria dos videojogos: preparem-se para belos momentos de nostalgia.

Odyssey: a primeira consola de sempre

Antes da Odyssey aparecer no mercado, os videojogos eram apenas uma forma de programar computadores como o PDP-1. No entanto, e ao contrário do que acontece actualmente, os jogos eram vistos na altura como uma forma de progredir na área da tecnologia e explorar novos horizontes, em vez de criar lucro.

Tudo isso mudou quando Ralph Baer, um talentoso informático, criou a Odyssey no ano de 1972 que, curiosamente, se revelaria um autêntico fiasco. A então lançada Magnavox Odyssey obteve péssimas vendas pois falhou completamente na sua divulgação e não era compatível com muitas televisões. Obviamente, os jogos desta consola eram tão primitivos que hoje podem ser motivos de risada, mas esta máquina merece todo o crédito por ter sido a primeira consola caseira alguma vez criada.

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A aparição do CD-ROM

Ainda antes do CD, praticamente todos os videojogos eram criados e desenvolvidos em computadores com um disco de capacidade de 1,44 megabytes. O CD-ROM era um avanço notável na tecnologia, pois permitia guardar enormes volumes de dados em apenas um disco.

Os CDs foram introduzidos em 1982, mas foi nos anos 90 que os criadores de jogos repararam no enorme potencial da peça redonda banhada em silicone, e exploraram esta tecnologia ao máximo. No entanto, foi preciso algum tempo até que os fãs pudessem experimentar jogos bem desenvolvidos e detalhados, visto os primeiros jogos criados em CD serem, literalmente, segmentos de Full Motion Video mal programados. Mesmo assim, o CD já tinha substituído, em definitivo, a disquete no principal papel de criação de videojogos.

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A chegada do online às consolas

A Internet foi divulgada ao mundo na década de 90, logrando imediatamente um enorme sucesso. No entanto, apenas era possível desfrutar das provas multi-jogador dos First-Person Shooters em redes locais, o que significava que os jogadores apenas podiam usufruir do serviço num local isolado e ligados entre si.

Se no PC, jogos como Quake popularizaram as partidas online como uma nova forma de passatempo, nas consolas a experiência multiplayer manteve-se durante muito tempo confinada aos companheiros de sofá. Tudo mudou quando a Sega lançou a Dreamcast, consola pioneira no serviço online e que permitia aos utilizadores jogar aos seus títulos favoritos com pessoas de todo o mundo.

Hoje em dia, o serviço online está presente em todas as plataformas de jogos, e irá continuar, por muitos anos, a trazer o mundo literalmente às nossas mãos.

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A ascensão dos FPS

Quando falamos em FPS é difícil acreditar que, há 15 anos atrás, muitas pessoas desconheciam este género, principalmente os jogadores hardcore. No entanto, muitos jogadores de PC certamente se recordam de jogar FPS mais primitivos e simples. Esta simplicidade mudou quando a id Software lançou Wolfenstein 3D e Doom. Ambos os jogos rapidamente se tornaram grandes focos de controvérsia, apresentando-nos uma experiência de acção divertida, altamente viciante e… banhada a sangue!

Nos anos seguintes, surgiram inúmeros FPS bem-sucedidos tais como, por exemplo, GoldenEye 007 que estreou os infames headshots, armas com mira e um moderno sistema de jogo que revolucionou os FPS nas consolas. Outros títulos bastante populares foram Half-Life, Quake e Unreal Tournament, num infindável rol de lançamentos dentro do género.

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Pong: simples e eficaz!

São daqueles que pensam que Pong foi o primeiro jogo a sério a ver a luz do dia? Puro engano. William Higinbotham, um físico de renome, criou em 1959 um jogo chamado Tennis For Two, ligeiramente diferente de Pong em dois aspectos: tem vista lateral em vez de vista de topo e foi lançado para o osciloscópio, um aparelho dedicado à medição de ondas.

A ideia de criar jogos de ténis tornou-se bastante popular no início dos anos 70, inclusive quando Pong foi criado pela Atari, tendo sido na época considerado como um plágio da obra previamente criada por Ralph Baer intitulada Tennis (muito sugestivo). Toda esta confusão gerou o primeiro processo judicial por causa dos videojogos, com a Atari a vencer na barra do tribunal e a tornar-se na empresa pioneira da indústria que conhecemos hoje.

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Pong, o segundo videojogo a ser criado

A derrota inglória da Nintendo

Os anos 90 tiveram um sabor agridoce para a Nintendo. Com a ajuda de uma “pequena” companhia que dá pelo nome de Sony, a Nintendo dominava completamente a indústria com os seus sistemas de jogo e software claramente superiores, revolucionando os limites da tecnologia.

Porém, foram surgindo, lentamente, alguns rumores de que a Sony estaria a pensar em lançar a sua própria consola, visto que a Mega Drive e a Super Nintendo estariam na iminência de lançar as suas consolas com o sistema de CD-ROM. A Nintendo cancelou todas as afiliações com a Sony, e o resto é história: uma história baptizada a ferro e fogo com o nome PlayStation…

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Commodore 64: o computador mais vendido de sempre

Nunca vos passaria pela cabeça que esta máquina conseguisse tal proeza, pois não? A verdade é que nenhum computador na história da electrónica conseguiu bater a mítica Commodore 64 em termos de vendas. Vejamos que esta máquina foi lançada em 1982, ainda antes do Macintosh, Windows 3.0, etc.

Até à data, foram vendidas mais de 17 milhões de unidades, vendas essas interrompidas aquando da falência da empresa nos anos 90. A verdadeira razão porque devemos recordar a Commodore 64 é devido à sua importância na sustentação do colapso da indústria dos videojogos nos anos 80. Introduziu-nos a inúmeros avanços da tecnologia e serviu de palco para a estreia de empresas que hoje tão bem conhecemos (a Electronic Arts, por exemplo).

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Indústria de videojogos “crasha” em 1983

Tenho a certeza que alguns jogadores mais acérrimos têm conhecimento do impacto que este crash das editoras teve nos videojogos. Foi tal o descalabro que as empresas quase se viram obrigadas a fechar os seus negócios e a extinguir os videojogos da cultura de todos nós, talvez com algumas excepções para jogos primários de PC e máquinas de Arcada.

No início dos anos 80, muitas pessoas não se importariam que esta indústria acabasse, talvez por ainda não estar bem cimentada na cultura pop da época. Existem inúmeras razões para este crash ter acontecido mas a principal foi, porventura, a ganância das empresas. Na altura, o mercado estava inundado de consolas exactamente com os mesmos jogos, e sem perspectivas de novas ideias ou inovações. O descalabro veio com o lançamento do jogo E.T., ainda hoje considerado um dos piores jogos jamais criados, que colocou a Atari e a indústria em geral à beira da bancarrota.

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Os loucos anos 90

A década de 90 ficou indelevelmente marcada pelo facto da Sega e Nintendo se terem tornado nas marcas dominantes da indústria.

A Sega estabeleceu um ponto dominante não só por criar anúncios fantásticos dos seus produtos, mas também por criar a personagem que conseguiu manter uma rivalidade brutal ao longo dos anos com o Super Mario: falo, claro, de Sonic. A batalha entre as duas companhias apenas começou realmente quando a Mega Drive e a Super Nintendo competiam com níveis tecnológicos semelhantes e lançando clássico atrás de clássico, com os fãs sempre ao rubro com as suas criações.

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NES: o avanço simbólico da indústria

Era impossível não mencionar a criação da consola NES e a influência que a Nintendo teve na indústria, nomeadamente com os seus lançamentos agora considerados como autênticos clássicos dos videojogos.

Os media desempenharam um papel fundamental neste sucesso, pois a NES foi divulgada de todas as formas possíveis e imaginárias, levando as pessoas a ficarem entusiasmadas com a consola. Os jogos da NES estrearam aspectos inovadores tais como maior espaço de memória, gráficos melhorados e novos conceitos de jogabilidade.

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Artigo publicado em: Hi-Gamers

 

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